Dicas para o casal não brigar por causa de dinheiro



O consultor financeiro Conrado Navarro, criador do site Dinheirama e autor do e-book"Juntos para Sempre: A Importância da Educação Financeira na Vida a Dois", escrito em parceria com Ricardo Pereira, diz que é preciso ter muito claras quais são as expectativas de cada um em relação ao futuro.
"Se você não conversa, não vai entender do que o outro gosta, o que o outro considera importante para o bem-estar pessoal e profissional. Isso tudo também são expectativas relacionadas a dinheiro", diz.
Ao longo da vida, o casal terá de tomar uma série de decisões financeiras, como comprar ou alugar o imóvel, morar no interior ou em uma cidade grande, viajar para o exterior ou dentro do país, poupar para o futuro, a hora de trocar de carro.
"Dentro desse contexto de família, é preciso eleger prioridades em conjunto e agir também em conjunto para que dê certo", afirma.
Um dos principais problemas que surgem na vida a dois é quando um esconde a situação financeira do outro. Navarro conta que atendeu um casal que estava afundado em dívidas, mas o marido se recusava a contar para a mulher que estava devendo há mais de seis meses no cheque especial.
"Ela mantinha o padrão de compras e luxo, e ele não dizia nada para não parecer fracassado."  Quando tiveram de resolver a situação, a conversa não foi tranquila. "Por isso o diálogo é essencial", diz.
O especialista reuniu 9 dicas para ajudar a manter o casal em lua-de-mel também com as finanças:
1. Mantenha bons hábitos financeiros desde o início do relacionamento. Não gaste o dinheiro com bobagens, poupe para emergências, tenha uma atitude positiva diante do dinheiro. "Em educação financeira, é o exemplo que conta", diz Navarro. Se um faz o que é certo, será exemplo para o outro.
2. Tenha contato com parentes e amigos cuja história de sucesso seja admirado. No livro "Os Segredos da Mente Milionária", de T.Harv Eker, o autor sugere isso mesmo: copie o modo de pensar dos ricos para inspirar sua própria vida. "A sugestão é importante para colocar o casal em contato com pessoas que possam ensinar e mostrar um jeito novo de cuidar da carreira e da vida", diz.
3. Converse sobre dinheiro sempre que puder, principalmente com o par. O diálogo é essencial para nivelar expectativas e responsabilidades, além do que permite que as decisões sejam amplamente discutidas e avaliadas. O educador diz perceber que não há diálogo sobre dinheiro na maioria dos casais que atende.
4. O casal deve ter uma conversa mensal sobre o orçamento. É impossível saber os limites financeiros da família sem controlar quanto entra e quanto sai de dinheiro. Isso evita que surjam problemas como o marido estar endividado no cheque especial e a mulher continuar gastando por ignorar o problema.
5. Crie compromissos financeiros para cada membro da família. Navarro diz que não se deve concentrar todas as responsabilidades e decisões apenas sobre o homem ou a mulher. Se tiver filhos adolescentes, peça para irem ao banco pagar contas, ainda que seja com o dinheiro do pai e da mãe. Dividir as obrigações com todos mostra a importância desses compromissos.
6. Defina objetivos comuns de curto, médio e longo prazo. Dinheiro não é só para gastos imediatos, mas é uma ferramenta importante para realizar sonhos. Navarro diz que o ser humano é naturalmente individualista. Ao formar uma família, é preciso se lembrar que as decisões devem ser conjuntas. "Normalmente a compra do carro fica a cargo do homem. Mas o impacto financeiro recai sobre toda a família. É justo que todos opinem se está na hora de trocar o carro e por qual modelo", diz.
7. Transforme o investimento em um hábito, não espere sobrar para investir. A dica de Conrado Navarro é que o casal aproveite a tecnologia (home banking) e programe o investimento sempre no dia seguinte ao do recebimento do salário. 
8. Se surgirem problemas financeiros, procurem juntos a solução, e não o culpado. O consultor sugere encarar o problema e decidir qual será a responsabilidade de cada um para mudar a situação. Ele diz que há casais que chegam a extremos. "Só querem a parte boa do casamento, mas nada além disso. São como melhores amigos dividindo o mesmo teto, não querem as responsabilidades. Pensam assim: eu sou careca, então não preciso comprar xampu, isso é com ela", diz. Esse tipo de atitude não resolve a situação.
9. Muitos casais com problemas financeiros optam por se separar, mas esse não é o melhor caminho. O consultor Conrado Navarro lembra que o casamento acaba, mas as dívidas continuam. Se há amor e cumplicidade, é melhor tentar encontrar uma solução juntos. 
fonte: uol

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